Um em cada quatro brasileiros bebe a ponto de correr riscos de sofrer problemas físicos, psíquicos e sociais, é o que revela a última revista de pesquisa da FAPESP. Esta pesquisa foi realizada nacionalmente e com mais de 3000 pessoas, em 147 municípios.
A pesquisa revela que mais da metade dos brasileiros (52%) faz uso regular de álcool. O problema está em 25% da população adulta ou cerca de 30 milhões de brasileiros, que consome bebidas alcoólicas mais de uma vez na semana. Um em cada seis desses consumidores, classificados como freqüentes, ingere níveis de álcool considerados nocivos para a saúde porque aumentam o risco de se envolver em brigas, de sofrer quedas ou fazer sexo sem proteção. Na maioria das vezes em que se sentam em um bar, essas pessoas tomam ao menos cinco doses de bebida – uma dose contém cerca de 12 gramas de álcool puro e equivale a uma lata de cerveja, a 45 ml de uísque ou cachaça, a uma taça de vinho ou a uma garrafa pequena de bebida do tipo ice.
O álcool no organismo:
Calcula-se que o organismo leve cerca de uma hora para degradar o álcool de uma única dose de bebida. Em um adulto de 70 quilos, os 12 gramas de álcool puro encontrados em uma lata de cerveja ou em um copo de uísque em poucos minutos atingem uma concentração de 0,2 grama por litro de sangue. Pouco mais do que isso já é suficiente para relaxar o corpo e deixar a pessoa mais desinibida, falando de modo desenfreado – é o estágio de euforia, desejado por todo mundo que decide tomar um trago para esquecer o dia ruim ou sentir-se mais seguro para conversar com a garota da mesa ao lado.
A excitação e a autoconfiança, no entanto, duram pouco. Se em menos de uma hora mais duas latas de cerveja forem entornadas, facilmente se ultrapassa a concentração de 0,6 grama por litro de sangue, o limite máximo em que é permitido dirigir, de acordo com o Código Brasileiro de Trânsito.Após a quinta dose, o raciocínio torna-se lento, escolhem-se as palavras com menos pudor, a visão fica menos acurada e diminui a capacidade de reação. Ingerido em quantidades ainda mais elevadas em poucas horas – é o porre que os adolescentes costumam tomar nas baladas –, o álcool pode levar ao coma e até à morte por impedir o funcionamento dos centros cerebrais que coordenam a respiração.
Fonte: Revista Pesquisa Fapesp
Imagem: Internet